Por Ana Clara Jovino 16.12.2020

Fortaleza é uma das cidades brasileiras que semanalmente (antes da pandemia) oferece uma programação de entretenimento variada e com boas opções. Apesar disso, a parcela da população aposentada ainda tinha dificuldade em achar programas ideais em que se sentissem contemplados, pois a maioria das alternativas eram voltadas aos mais jovens. Foi-se o tempo em que os aposentados viviam em suas casas “descansando”, mas infelizmente o lazer dos idosos pode ser invisível aos olhos da sociedade muitas vezes.

Mas há anos, existe um movimento na cidade que contribui para a mudança desse pensamento. Os bailes da terceira idade, eventos que reúnem idosos e dançarinos profissionais para uma boa sessão de dança de salão. São realizados em clubes, associações militares e restaurantes.

Um dos grandes responsáveis para que esse cenário exista até hoje é o piauiense Fonseca Júnior, que desde quando chegou em na capital cearense, em 1982, se dedica ao ofício de levar alegria e divertimento aos idosos. O músico é um entusiasta dos bailes e foi ele quem resgatou essa cultura, quando os eventos começaram a perder a visibilidade, na época em que o forró eletrônico surgiu, no início dos anos 90.

Fonseca Júnior não se conformou e começou a assumir também a produção e promoção dos eventos. E claro, também incentivou a formação de outras bandas, porque só a sua não dava conta de todas as demandas. Graças a sua insistência, o movimento existe até hoje e por isso é impossível desassociá-lo do cenário dos bailes de Fortaleza. É como se as histórias do músico e dos bailes se misturassem e isso fica registrado no livro “Um baile, minha história”, escrito pelo artista.

A obra evidencia como a dança, a música e os bailes são capazes de afetar positivamente a vida de pessoas na terceira idade. Fonseca conta que a ideia de escrever o livro surgiu quando ele começou a ouvir constantemente depoimentos emocionantes e de superação dos idosos.

“Em todos os bailes tem um momento que eu reservo para descer do palco e conversar com as pessoas que estão lá e assim comecei a ouvir muitos relatos de idosos que tinham perdido a alegria de viver e os bailes foram como uma salvação”, enfatiza o músico.

Zilma Cavalcante, doutora em gerontologia

Fonseca ainda revela que ninguém fica sem companhia para dançar, porque dançarinos profissionais são presença garantida nas festas. Não faltam pares para quem quiser rodopiar a festa inteira.

A dança é uma atividade ideal para qualquer idade, especialmente para quem está na melhor idade. Os benefícios são inúmeros. A doutora em gerontologia, Zilma Cavalcante, fala porque é essencial.

“Primeiro porque é um exercício, segundo porque leva o idoso e ter contato social e terceiro porque a música é extraordinariamente terapêutica. Por causa desses três pontos o idoso gosta tanto, pois conserva a autonomia dele. É positivo para a saúde física e mental, é bom até para a memória, já que tem que aprender os passos e as coreografias”, explica.

Fonseca Júnior foi o entrevistado do programa Fortaleza 6.0, da rádio Tempo FM 103.9, do último sábado (12). Confira a entrevista completa:

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