Ulisses Gaspar, autor da biografia de Evaldo Gouveia, que será lançada no próximo dia 28 de agosto, estará no Programa Fortaleza 6.0 para falar sobre a vida e obra desse cantor e compositor, nascido em Iguatu/CE, e que acaba de completar, 91 anos. É no próximo sábado, 24 de agosto, na Rádio Tempo, 103.9. Das 10h às 11h. Contamos com sua audiência.

Biografia de Evaldo Gouveia
Evaldo Gouveia (Evaldo Gouveia de Oliveira), cantor e compositor, nasceu em Iguatu/CE, em 08/08/1930.

Neto de cangaceiro, aos seis anos cantava na “radiadora” (sistema de alto-falantes instalados na praça) da cidade natal; mais tarde, aprendeu a tocar violão.

Mudou-se para Fortaleza/CE aos 11 anos, para fazer o ginásio, e já nessa época trabalhava na feira, reservando o violão para as horas de folga.

Com 19 anos passou a tocar violão num conjunto que se apresentava em bar da Praça do Ferreira, e participou por sete vezes seguidas de programa de calouros da Ceará Rádio Clube, ganhando sempre o primeiro lugar na classificação, por aplausos, o que lhe valeu um contrato.

Nessa época, começavam a chegar ao Norte os sucessos de Jair Amorim, de quem se tornaria admirador e, anos mais tarde, parceiro constante.

Formou, em 1950, o grupo vocal Trio Nagô, com Mário Alves (naquele tempo, seu alfaiate) e Epaminondas de Sousa (companheiro de boêmia).

No mesmo ano, o trio foi representar o Ceará num programa em São Paulo SP, seguindo depois para Porto Alegre/RS, e Rio de Janeiro/RJ, onde se apresentou no programa de César de Alencar.

Muito aplaudidos, no final do programa receberam um telefonema de Vadeco, do Bando da Lua, e, na época, diretor artístico da Rádio Jornal do Brasil, contratando-os por três meses.

A seguir, fizeram várias temporadas de sucesso: no Rio de Janeiro na boate Vogue, e, em São Paulo, na boate Oásis.

Iniciaram, em 1952, programa semanal na Rádio Record, em São Paulo, que durou quase cinco anos. Começou a compor em 1957, e sua primeira canção, Deixe que ela se vá (com Gilberto Ferraz), foi gravada com sucesso por Nelson Gonçalves.

Ainda nesse ano, compôs Eu e Deus (com Pedro Caetano), gravada por Nora Ney, A noite e a prece e Pior pra você (ambas com Almeida Rego).

Conheceu Jair Amorim em julho de 1958, na UBC, e no mesmo dia compuseram Conversa, gravada por Alaíde Costa na Victor em 1959, primeira música da dupla que, em dez anos, faria cerca de 150 composições.

Com a saída de Mário Alves, o Trio Nagô desfez-se em 1962, ano em que compôs, com Jair Amorim, Poema do olhar, gravado por Miltinho, e A vida continua, sucesso na voz de Morgana.

No ano seguinte, a dupla se destacou com O bilhete, Samba sem pim-pom, Serenata da chuva e Tudo de mim, esta gravada por Altemar Dutra, que se tornou um dos grandes intérpretes da dupla, gravando, em 1964, os boleros Que queres tu de mim, Somos iguais, Sentimental demais, e a marcha-rancho O trovador.

Outros destaques dos dois parceiros foram Garota moderna, gravado por Wilson Simonal, em 1965; O conde, gravado por Jair Rodrigues, em 1969, e Minha canção para você, valsa lançada em 1970.

Em 1973 o G.R.E.S. da Portela desfilou com o samba-enredo O mundo melhor de Pixinguinha (com Jair Amorim e Velha).

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