Especialista aborda assuntos como menopausa, sexualidade, osteoporose e fake news na saúde das mulheres

O ato de envelhecer assusta muitas mulheres, principalmente, em uma sociedade com padrões estéticos fortemente enraizados. No entanto, envelhecer é algo natural e não deve ser temido, mas abordado com a devida importância para conseguir manter um estilo de vida saudável durante a terceira idade.

Com o avanço da medicina e o maior acesso à informação e aos serviços de saúde, as pessoas vivem mais, contam com diagnósticos clínicos mais eficazes e que podem prevenir e potencialmente ajudar em algumas doenças que a velhice pode desencadear.

De acordo com o geriatra Omar Jaluul, é muito importante continuar cuidando da saúde, já que viveremos boa parte da vida como idosos. Fazer check-ups regulares, acompanhar o desenvolver de algumas doenças, estabelecer uma rotina de atividades físicas e manter-se ativo socialmente são apenas algumas das formas que o especialista cita para viver uma velhice saudável, maximizando tempo de vida com autonomia e independência.

Climatério, menopausa e sexualidade

A partir dos 40 anos, as mulheres já podem começam a sentir os efeitos do climatério, fase de transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo, que antecede à menopausa, como as ondas de calor, distúrbios do sono e em muitos casos, depressão e ansiedade. Durante este período, em que os ovários reduzem a produção do estrogênio e gradativamente se preparam para a cessação da menstruação, é necessário o auxílio médico para conseguir amenizar os prováveis sintomas da menopausa.

“Muitas vezes temos que investir em reposição hormonal para que os efeitos diminuam e não afetem a forma como a paciente vive”, comenta o médico. Mudanças de humor também são alguns dos efeitos colaterais, podendo desencadear crises de depressão e ansiedade. Além disso, a perda de libido é muito comum entre as mulheres nestas fases da vida. “O que precisamos desmistificar entre as mulheres da terceira idade é que a falta de libido envolve diversos fatores e que não há nada de errado em conversar com seu médico sobre a situação, pois a clareza entre o médico e o paciente é essencial para chegar ao melhor resultado”, ressalta o especialista.

Quebrar os preconceitos já estabelecidos sobre sexualidade é uma das formas mais eficazes de ajudar mulheres no climatério e menopausa a reconhecer o próprio corpo e entender as próprias necessidades. “A masturbação na terceira idade não deve ser tratada como tabu, pois é uma forma da mulher recuperar a libido e melhorar a vida sexual. É importante, inclusive, reafirmar para mulheres solteiras, divorciadas ou viúvas que buscar novos parceiros faz parte do desenvolvimento da sexualidade neste período”, diz Omar.

O geriatra ainda explica que não há um remédio específico para mulheres, semelhante aos indicados para o tratamento da disfunção erétil masculina, que colabore para o aumento da libido, além da reposição hormonal. Este acompanhamento deve ser realizado em conjunto com um ginecologista. O médico também reforça que o uso de preservativo deve fazer parte das relações sexuais em qualquer idade para evitar as doenças sexualmente transmissíveis.

Depressão e ansiedade

A saúde mental na terceira idade, também deve ser investigada e tratada com a mesma seriedade como são acompanhados outros quadros clínicos como problemas vasculares e articulares. Com o passar dos anos, a rotina tende a mudar. Os filhos saem de casa, muitas vezes há a perda do companheiro da toda a vida e as limitações físicas acabam sendo acentuadas.

Esse conjunto de fatores pode levar a quadros depressivos provocados pela solidão. Por isso, o convívio social é muito importante para desenvolver novos objetivos, criar hobbies e descobrir outros prazeres nesta fase da vida, que substituam atividades que, com a idade, as pacientes infelizmente não conseguem mais exercer. Atividades físicas, culturais, viagens, e até mesmo ações de voluntariado ajudam na manutenção do convívio social e equilíbrio emocional.

Osteoporose e perda de massa muscular

Uma condição que afeta, sobretudo, mulheres após a menopausa é a osteoporose, doença que causa a perda da massa óssea. Com os ossos mais frágeis, a chance de fraturas é muito maior, então deve-se tomar cuidado redobrado para não enfrentar situações de risco.

Além das fragilidade nos ossos, Dr. Omar explica que as mulheres tendem a ter menos massa muscular do que os homens, o que consequentemente acaba comprometendo a saúde muscular.

Os perigos das fake news

Segundo o geriatra, uma das principais fake news espalhadas nas redes sociais atualmente são sobre fórmulas e soros antienvelhecimento. “Não existe uma solução para o envelhecimento, portanto, é muito importante checar a veracidade das informações divulgadas e nunca aceitar testes ou amostras de produtos desconhecidos.”

O alerta também vale para qualquer tipo de informação sobre doenças que geralmente não tem cura circulando pelas mídias, constatando que médicos ou laboratórios oferecem tratamento para o Alzheimer, doenças articulares e até mesmo o câncer, realizado apenas pelo especialista ou no local.

Fonte: www.folhavitoria.com.br Redação Folha Vitória

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