Atualmente, um novo nicho de mercado surge no ramo da floricultura e paisagismo, trata-se da utilização de cactos e suculentas. São cultivos de pequeno porte a médio porte e são utilizados para ornamentação de ambientes externos e internos, tendo sido crescente a propagação em vasos para cultivo em pequenos espaços como casas e apartamentos. O mercado apresenta uma grande diversidade de produtos. O valor agregado dar-se pelas formas de apresentação dos cactos e suculentas em arranjos e vasos diversificados, lojas nas redes sociais, e-comercies, ateliês e floriculturas.

Mas não apenas a comercialização é o foco das suculentas, há ainda o valor sentimental e terapêutico aos quais são agregados. A horticultura terapêutica, é uma ferramenta que une agricultura urbana e psicologia com a intenção de promover atividades terapêuticas ocupacionais eficazes. Essas atividades têm se difundido por vários países em hospitais, clínicas de reabilitação e hortas comunitárias atrelando educação ambiental nas zonas urbanas, promoção da socialização, estimulação da capacidade motora e tratamento alternativo de doenças psicológicas.

A horticultura terapêutica tem demonstrado resultados acima da média quando aplicados em pessoas da terceira idade, uma vez que tem promovido impactos sociais como reinserção comunitária, intergeracionalidade e tratamento de doenças crônicas e psicológicas.

A estufa de suculentas do Projeto Fortaleza Cidade Amiga do Idoso promove visitas de grupos sociais formados por idosos (hidroginástica, dança, ginástica) e oficinas de cultivo de cactos e suculentas estimulando o conhecimento na multiplicação de plantas em casa e promovendo o pequeno comércio, onde os idosos não necessitem depender de terceiros. Os idosos que participam de atividades práticas na estufa de suculentas relatam o “sentir-se útil” como fator predominando nas vivências. A estufa corriqueiramente recebe idosos em tratamento de doenças psicológicas, como depressão e ansiedade, e que estejam passando por problemas familiares; com isso, tem-se obtido retorno positivo na vida dos idosos que conseguem ocupar um espaço de tempo do seu dia com práticas com o solo promovendo um momento desestressante e relaxante e, possibilitando um momento de conversa entre os mesmo. Além de, indiretamente, promover uma conscientização ambiental entre os idosos que é perpetuado por eles em suas casas.

Úrsula Barroso Prado, engenheira agrônoma e supervisora da Estufa de Plantas Ornamentais (cactos e suculentas), do Projeto Fortaleza Cidade Amiga do Idoso,  foi nossa entrevistada no Programa Fortaleza 6.0, na Rádio Tempo, 103.9, no dia 30 de março de 2019.

Ouça o programa na íntegra no podcast:

 

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O Programa Fortaleza 6.0 tem transmissão ao vivo, todos os sábados, das 10 às 11horas. A programação promove ações do projeto Fortaleza Cidade Amiga do Idoso; entrevistas com profissionais que trabalham em prol do envelhecimento saudável e conversas com idosos que são exemplos por saberem conduzir as suas vidas após certa idade com tanta vitalidade, autonomia, disposição e alegria de viver.

 

 

 

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