A neurociência está mudando o futuro. O estudo do sistema nervoso – que inclui cérebro, medula espinhal e nervos periféricos – tem mostrado, entre outros fatores, como é possível envelhecer melhor.

Quem explica do que ela trata é o neurologista Custodio Michailowsky Ribeiro, do Hospital Albert Sabin, de São Paulo: “É a ciência que  pode auxiliar na compreensão da função neuronal e seus circuitos cerebrais ao longo da vida”. Isso implica “descobrir substâncias que estão envolvidas na manutenção da saúde cerebral”.

Envelhecimento, complementa a psicoterapeuta Pollyana Esteves de Oliveira, é um dos assuntos mais estudados pela neurociência. “Já temos várias comprovações científicas do que ajuda a prevenir doenças e problemas [na maturidade]”, afirma ela, que é mestre em psicologia pela Universidade Harvard.

O médico corrobora. “A ciência vem descobrindo substâncias e atividades que protegem o cérebro das doenças neurológicas. Conhecendo os processos fisiológicos envolvidos, podemos retardar a perda de memória”, exemplifica.

E o que pode ser feito, de acordo com estudos da neurociência, para envelhecer melhor? Muita coisa, segundo os especialistas. Confira, a seguir, o que você já pode colocar em prática.

O que fazer para envelhecer melhor

Exercícios físicos

Uma das formas mais comprovadas de manter a saúde cerebral é o exercício. “Quanto mais diferente for o estímulo, melhor. Por exemplo, um dia aeróbico, outro musculação, outro dança”, assinala Pollyana.

O médico explica que atividades físicas e cognitivas retardam o processo degenerativo cerebral. O exercício físico “aumenta a mielinização dos circuitos neuronais envolvidos na prática”, deixando o cérebro mais ativo.

Segundo ele, quanto mais exercício é feito, mais se retarda o processo degenerativo dos neurônios. “A atividade física de intensidade média a forte é associada à melhor saúde da rede neuronal.”

Há diversas opções de atividades que podem ser feitas. Entre elas estão:

– Caminhadas

– Musculação

– Pilates

O cientista Daniel Levitin, autor do livro “Successful Aging: A Neuroscientist Explores the Power and Potential of Our Lives” (Envelhecer com sucesso: um neurocientista explora o poder e o potencial de nossas vidas, em tradução livre), ainda sem versão em português, defende atividades que demandem habilidades de geolocalização, como caminhadas e hiking (caminhadas em trilhas). Elas ajudariam a desenvolver o hipocampo (estrutura cerebral primordial para transformar as memórias de curto prazo nas de longo prazo) e, consequentemente, a memória como um todo.

Encarar novos desafios

Ter abertura a experiências diferentes pode mudar a forma como envelhecemos, segundo a neurociência. “Tudo o que é novo, seja uma experiência, seja um aprendizado, requer que o nosso cérebro faça novas conexões para absorver o que está acontecendo”, afirma a psicóloga.

Isso, de acordo com ela, “potencializa o crescimento e a manutenção da cognitividade”. Além disso, são liberados hormônios benéficos para saúde e para o cérebro.

Exemplos que podem ser tentados:

– Dança

– Pintura

– Tocar instrumento musical

Conhecer pessoas

Relações sociais são fundamentais. “As trocas de experiências são importantes na saúde mental das pessoas mais velhas”, afirma Ribeiro.

É importante, no entanto, que novas conexões sejam feitas. E, claro, nutridas. Além da redução do estresse, os laços promovem suporte social, quando necessário.

Onde você pode conhecer pessoas:

– Em grupos no Facebook com os quais você se identifica (hobby, profissão etc.)

– Em viagens

– Na rua ou no prédio

Ter boa alimentação

O médico explica que uma dieta regrada, balanceada e restrita de carboidratos de baixo índice glicêmico é de extrema importância. “Ela evita o aparecimento de doenças que aceleram a degeneração cerebral e diminuem a capacidade cognitiva do indivíduo”, destaca ele.

Como garantir uma alimentação de qualidade:

– Ter uma dieta variada

– Saber o que colocar no prato, como frutas, verduras e grãos integrais

– Evitar embutidos, industrializados e frituras

Exercer a gratidão

“[A gratidão] tem um efeito maravilhoso na saúde, pois faz com que você se concentre nas coisas boas, o que vai fazer você liberar hormônios como serotonina, dopamina e ocitocina, fundamentais para o bom funcionamento cerebral e para uma vida feliz”, resume a psicóloga. O médico acrescenta: “Todo indivíduo realizado de forma emocional e espiritual consegue inibir o surgimento das doenças mentais, como ansiedade e depressão”.

Como praticar a gratidão:

– Mantendo um diário

– Aprendendo a perdoar

– Desenvolvendo a atenção plena

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Fonte: https://institutomongeralaegon.org/

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