Sabemos que hoje, a melhor estratégia de combate ao coronavírus é o isolamento social, medida que pode evitar a contaminação em massa dos indivíduos e não sobrecarregar o sistema de saúde. No Brasil e no mundo, as pessoas têm se resguardado em suas casas, garantindo não só a sua proteção e de sua família, mas de toda a sociedade.

Apesar disto, há uma questão que preocupa governos e autoridades sobre a estratégia da quarentena: o aumento da violência doméstica. O número de denúncias desse tipo de agressão aumentaram consideravelmente nos países que adotaram essa medida de isolamento social. Segundo dados da ONU, em países como Líbano e Malásia o número de chamadas para as linhas de ajuda duplicaram. Na China, elas triplicaram. Já na Austrália, as buscas pelo termo “violência doméstica” no Google foram as maiores dos últimos cinco anos.

No Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos recebeu mais de 5.000 denúncias de violação aos direitos humanos, relacionadas ao novo Coronavírus no começo de abril de 2020. Elas são referentes principalmente à: exposição de risco à saúde, maus-tratos e agressão. Nessas situações, os grupos mais vulneráveis são mulheres, crianças, idosos e pessoas com alguma limitação ou deficiência.

O problema da violência doméstica não é exclusivo da quarentena. Como mostra o IDL 2017, índice desenvolvido pelo Instituto de Longevidade que mede o preparo dos municípios brasileiros para o envelhecimento de suas populações, 13% das cidades registraram, naquele ano, episódios de violência com uma frequência considerada crítica. O que ocorre é que, durante a pandemia, há o aumento da convivência entre o agressor e a vítima, o que pode agravar ainda mais o quadro. Infelizmente, muitos não podem escolher onde e com quem farão a quarentena, sendo obrigados a se isolar em um ambiente que não é seguro para si. Além disso, com a redução do contato com pessoas de fora, as vítimas ficam ainda mais vulneráveis, com poucos meios para recorrer a ajuda contra as agressões.

Para combater esse problema, é necessário pensar em soluções que se adequem ao momento que estamos vivendo. Para isso, o governo federal lançou um aplicativo de denúncias on-line, o Direitos Humanos BR, disponível para aparelhos com o sistema Android e em breve para aparelhos iOS. Além de estratégias como essa, também estão sendo desenvolvidas iniciativas como o movimento #IsoladasSimSozinhasNão, criado pelas empresas Avon e Natura. Nesta ação, foram produzidos materiais sobre saúde mental, prevenção, rede de apoio e canal de denúncia para proteger pessoas que estejam em situação de vulnerabilidade.

É muito importante que todos se unam para apoiar pessoas que estejam passando por casos de violência doméstica durante a quarentena, pois, neste momento, essas pessoas então mais ameaçadas pela falta de convívio externo. Caso você esteja em uma situação de risco durante a quarentena, saiba de alguém que esteja nestas condições ou suspeite de algum caso de agressão, denuncie através dos canais:

Disque 100

Ligue 180

Direitos Humanos BR

Canais de denúncia
– Delegacia de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência, pelo (85) 31012496 ou por meio do e-mail [email protected],
– Promotoria do Idoso, pelo (85) 32265886, ou o Disque 100.

Fonte: https://institutomongeralaegon.org/longevidade-e-cidades/direitos-e-cidadania/violencia-domestica-coronavirus

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